quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

OS TRÊS ANOS DA MAIOR GLÓRIA COLORADA!

Eram 08:20 daquela manhã terrivelmente quente em São Leopoldo e em todo o Rio Grande do Sul , 19:20 daquela noite gelada em Yokohama (Japão) quando o árbitro guatemauteco Carlos Batres deu o primeiro sopro no seu apito para a decisão do Mundial de Clubes de 2006 , entre Internacional x Barcelona. As ruas estavam desertas , ninguém queria perder aquele jogo , o mais importante do futebol gaúcho na década (ou até mesmo no século) , nem que odiasse futebol. Muitos nem olharam o jogo (que passou na Globo e no SporTV) de tão apreensivos que estavam ou pelo forte calor , sintonizando o rádio na Bandeirantes , na Gaúcha , na Guaíba ou na Pampa. Daniel Oliveira , Pedro Ernesto Denardin , Haroldo de Souza e Roberto Brauner transmitiram esse jogo pelas respectivas emissoras. O jogo foi num domingo. Passei mal na madrugada de sábado para domingo , um pouco pelo nervosismo do jogo mas mais por ter tomado refrigerante quente durante a viagem que fiz até São Leopoldo e achocolatado quente antes de dormir. Tive um tremendo ataque de fígado , se bobeasse vomitava até as tripas . Porém nada foi capaz de impedir que eu acompanhasse sôfrego o jogo. O jogo foi morno , sendo que o Barcelona , o grande e temido Barcelona , chegava com um pouco mais de facilidade ao ataque. O jogo transcorria normalmente , sem toda aquela grande emoção de uma final , até que Índio pega a bola no campo de defesa , chega até a linha de fundo e dá um chutaço pra frente. A bola cai na linha divisória do campo , no círculo central , há um cabeceio e a bola fica com Iarley , que num lance inigualável arranca pelo meio , deixa o capitão catalão Puyol no chão.Ele olha para o lado direito e tem à sua disposição Luiz Adriano , olha para o lado esquerdo e ali está Adriano Gabiru.Ele resolve ir pela esquerda , Gabiru recebe e , aos trancos e barrancos , atira na saída de Victor Valdez e decreta a maior festa já vista no Estado. Nunca vi e talvez nunca verei coisa igual.Instantes antes do gol , tudo tranquilo. Segundos após o gol , as ruas estão tomadas por um mar vermelho de gente , que há 97 anos na época esperava pelo clímax da história do Sport Club Internacional e aguardava 23 anos para ''jogar na cara'' do Grêmio que tambem era campeão mundial de futebol. Adriano Gabiru , camisa 17 , entrou no lugar do maior ídolo do Internacional na época , Fernandão (cada cabeceio é um tiro de canhão). Adriano era criticado , ironizado e depois passou a fazer parte , para sempre , da história de um dos maiores clubes do Brasil , da América e , quiçá , do mundo. Confesso que chorei. Com a desculpa do mal-estar que me abatia , mas chorei.

Não sei se vou sentir de novo essa emoção.Nem eu , nem a grande torcida do Inter.O ano 2010 nos sorri com esta chance de novo. Quem sabe o BI? É cedo ainda para se fazer previsões , mas dá pra acreditar. Quem sabe...

Nenhum comentário: